foto1 – fonte https://www.istockphoto.com/

Originada da palavra francesa ‘’croc’’, referente ao bico da agulha que liga os pontos do fio, o crochê está inserido na história da humanidade desde o seu primórdio. chineses, noruegueses, árabes e espanhóis têm a técnica inserida no cerne de sua cultura, havendo técnicas de trançados datadas antes mesmo do início da modernidade humana.

Entretanto, a arte que se pensava anteriormente restrita aos tempos memoriais está ganhando notoriedade no trabalho e no coração dos artesãos e artesãs.

Assim como a ‘’Mesa posta’’, já tratada aqui no blog e no instagram @maisoncharlo, o bordado em crochê ganhou muitos adeptos em tempos de pandemia, visto a necessidade de complementação de renda, frente ao fechamento do comércio, e até mesmo para uma atividade lúdica, de distração.

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Dentre as principais técnicas e produções das chamadas ‘’crocheteiras’’ está o amigurumi, mas, afinal, o que é isso com nome tão complicado?

A palavra amigurumi é de origem japonesa e é composta pela junção de duas palavras amimono, que significa crochê, e nuigurumi, brinquedo de pelúcia. Logo, amigurumi é equivalente à “brinquedo de pelúcia feito de crochê”.

É uma técnica milenar, e que tem um simbolismo enorme na cultura japonesa, uma vez que por ser feito à mão, carrega a energia da pessoa em que colocou tamanho sentimento e empenho nesta função. Assim, atraindo prosperidade e boa sorte a quem for recebê-lo. Desta forma, sendo um presente inestimável de se receber para qualquer situação.

Entretanto, ainda imbuída de história, o amigurumi não se restringiu aos tempos antigos. Revitalizado nos anos 80, principalmente por marcas muito consagradas, como a Hello Kitty, que teve sua personagem representada em diversos modelos crochetados.

Com a popularidade indiscutível, outros modelos e implementações começaram a surgir, com receitas que são divulgadas desde revistas, blogs e vídeos. Consequentemente, ganhando cada vez mais espaço na cultura contemporânea de modo a tornar-se tendência mundial.

Uma forma de arte tão simbólica e intimista não passou despercebida para algumas pessoas que procuraram um passatempo novo na quarentena. Como foi o caso da professora e bacharel em letras Karoline Yamaguti,

“O crochê me trouxe paciência, criatividade e me trouxe tempo de me reencontrar com minha história…. O artesanato sempre fez parte da minha infância. Minha mãe sempre se interessou em aprender ofícios novos e me levava pra acompanhá-la. O tempo passou…e hoje com esse novo normal, me vi numa pandemia em casa procurando coisas novas pra fazer. Comecei a reparar em amigurumi, uma arte em crochê oriental que transforma linhas em obras de arte, de interesse a bebês até adultos. E por coincidência tudo o que já tinha aprendido na infância! Só precisava resgatar em minha memória os pontos!
Hoje posso dizer que me reencontrei, consigo conciliar minha vida, minha família, meus cães e minha nova vida profissional.
“Crochê não é coisa de vovó ! Crochê é uma arte de pessoa criativa!!!”

professora e bacharel em letras Karoline Yamaguti,


No amigurumi ela encontrou de começo um hobbie, mas que logo evoluiu para uma forma de renda extra em tempos tão atípicos. Não demorou muito para aperfeiçoar suas técnicas e por fim achando uma nova utilidade para os amigurumis: os porta guardanapos!


Imagens ilustrativas
Esses e outros modelos criados pela Karoline estão disponíveis nos sites de compras da Charlô, Você pode encontrar estas delicadezas nas maiores lojas online do Brasil como o Mercado Livre, Amazon, Americanas e Magalu! Corre lá para conferir! É um mais lindo que o outro, e por serem tão únicos, alguns podem estar indisponíveis a depender da época